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A revolução será engarrafada*

Antes mesmo da obesidade infantil e dos péssimos hábitos alimentares dos brasileiros ganharem as primeiras páginas dos jornais e as manchetes de programas de TV e de portais, a necessidade de repensar completamente nossa relação com a alimentação já batia forte em nossos corações e mentes. 

Na esteira da mentalidade yuppie, gestada nos anos setenta e que ganhou corpo e músculos fortes na década de oitenta, comer passou a ser algo para se resolver rápido entre um trabalho e outro e sem precisar pensar, de modo que nossas melhores energias pudessem ser colocadas naquilo que o modelo vigente colocava como a verdadeira e única razão de nossas existências: ganhar e acumular muito dinheiro.

Assim, nossos alimentos passaram a seguir a mesma lógica do resto do pensamento coletivo ocidental. Só faz sentido aquilo que for rápido, industrializado, fácil e, de preferência, que produza grossas margens de lucro. Questões como saúde física e mental, equilíbrio, impacto ambiental e outras “bobagens” foram rapidamente ofuscadas por uma indústria pesada, amparada por esquemas fortíssimos de marketing e de propaganda. Os mesmos mecanismos que fizeram multidões acreditarem que fumar nos tornaria pessoas melhores nas décadas anteriores, agora trabalhavam para nos convencer que um sanduíche engordurado e um refrigerante, de preferência bem grandes, saciariam ao mesmo tempo, nossas necessidades nutricionais e nossa ansiedade, aplacando toda e qualquer angústia humana.

Transição

Estamos vivendo, felizmente, uma das maiores transições pelas quais o mundo já passou. Entenda-se por transição, um tempo em que as coisas já não são mais como eram, mas ainda não estão como vão ficar. O modelo desenvolvimentista baseado na competição sem fim, na separação de pessoas entre “perdedores e vencedores” e  na independência a qualquer custo  está derretendo. Em grande medida porque nos transformou em uma multidão enorme de seres doentes, sofrendo com sobrepeso, doenças do sistema circulatório, angústias monumentais, sem tempo para viver e vendo aos poucos, fenômenos climáticos e conflitos entre os povos  se espalhando por todo o planeta.

Mas há uma boa notícia no horizonte: exatamente a  tal transição. Uma espécie de revolução silenciosa, que aos poucos nos vai mostrando que é possível  entender a noção de interdependência em detrimento da independência, que dá para raciocinar de forma que todos sejam vencedores se alguns abrirem mão de  seus excessos, que é possível reverter práticas estúpidas e manejar o tempo, o dinheiro e os recursos naturais e materiais de forma um pouco mais inteligente e equilibrada.

Gloops acredita firmemente nessa revolução pacífica e inteligente. De certa forma, com uma volta ao que sempre nos ensinaram os mais sábios. Que tudo, absolutamente tudo, está interligado. Que o mundo é uma teia gigante de pequenas e grande relações entre partes que unidas tendem ao equilíbrio. Basta que não atrapalhemos muito.

E se é assim, acreditamos que devemos começar por nós mesmos, pelas menores atitudes, porque de fato, elas  tem um poder gigante. Nem é preciso lançar mão de frases conhecidas e já um pouco desgastadas como “Seja a mudança que você quer ver no mundo” ou “você é o que você come”. Basta olhar em volta, lembrar do que diziam nossos antepassados, ou do que afirmam todos os profissionais sérios de qualquer disciplina ligada à saúde com um mínimo de credibilidade.  Talvez um dos únicos consensos da humanidade de hoje resida  na ideia de que nada pode ser mais efetivo para a mudança positiva real de um ser humano do que a ingestão de alimentos naturais, de boa qualidade e em quantidades moderadas. As frutas, em especial, tem um papel central em qualquer orientação  inteligente sobre alimentação saudável que se possa cogitar.

Por que Gloops?

Dito tudo isto, fica fácil explicar a razão de existir do Gloops. Queremos ser uma ferramenta fundamental para potencializar e deflagrar a “revolução pela consciência alimentar”.

Depois de alguns anos de pesquisas e desenvolvimento , chegamos a um produto tão sofisticado, que é absolutamente simples: Uma bebida gaseificada com suco natural de frutas. Sem conservantes, nem acidulantes, espessantes ou qualquer outro tipo de substância que não tenha sido criada pela natureza. O suco recebe o mesmo gás que está nas águas minerais gaseificadas que são oferecidas pelo mundo, seja por processos da própria natureza ou acrescentado pelo homem. O resultado é uma bebida absolutamente refrescante, 100% natural , feita só de fruta, mas com a graça e a refrescância que até a chegada do Gloops, só era percebida em bebidas artificiais, cheias de ingredientes agressivos e de produtos químicos pouco ou nada saudáveis.

Conseguimos o que queríamos e o primeiro sinal disso, foi quando oferecemos as primeiras amostras de Gloops aos nossos filhos. A sensação era de que finalmente podiam tomar algo ao mesmo tempo gostoso, divertido e que fazia bem!  E tudo o que fizemos foi juntar a tecnologia de que dispomos hoje, com um dos saberes mais antigos do mundo: nos alimentar com o fruto da terra em toda a sua plenitude.

Claro que  da mesma forma que ninguém deveria comer duas melancias ou oito mangas de uma vez, o ideal é não exagerar no número de Gloops  num mesmo dia. Mas nem é necessário  se preocupar com isso. A natureza faz o serviço. O consumo de frutas em quantidades não exageradas já  sacia e dá a sensação de estar alimentado e refrescado.

Queremos ser úteis às crianças, aos pais, aos jovens  e a todas as pessoas que não querem mais abrir mão da saúde em troca de alguma diversão. Conseguimos juntar essas duas coisas fundamentais num mesmo projeto. Um produto revolucionário, que desperta a consciência não só para uma alimentação mais inteligente e saudável, mas para uma relação com a vida mais equilibrada e inteira.  

*uma brincadeira com o título do famoso documentário "a revolução não será televisionada" dos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Briain